domingo, 11 de abril de 2010

Guerra do Bicho: Um capítulo a mais...


A Guerra pelo controle do jogo do bicho, e por R$ 768 milhões anuais, viveu mais um capítulo no atentado contra Rogério Andrade, ocorrido na semana passada, quando o carro em que o bicheiro viajava, com o filho de 17 anos, explodiu em plena Barra da Tijuca.

A história da família Andrade tem origem na década de 1940, com a primeira geração, formada pela viúva Eurídice e o marido de sua filha Carmem, Euzébio Andrade. Com a morte do marido, Carmem entrega a administração do jogo do bicho ao filho Castor de Andrade, então, com 32 anos.

Na década de 1980, com o jogo do bicho entrando em declínio, os contraventores dão início a um novo mercado: Os jogos eletrônicos de azar. O famoso capo do jogo do bicho, Castor de Andrade, inaugura, extra oficialmente, um Cassino de Vídeo Pôquer, localizado em bairro da zona oeste, à beira da Avenida Brasil.

Nesta mesma década, Castor de Andrade, de estilo elegante e extremamente vaidoso, é cotidianamente visto nas páginas dos principais jornais cariocas. Ora em matérias policiais, ora, esportivas. Fase em que se dedicou ao futebol do pacato time , do bairro de Moça Bonita, Bangú Atlético Clube, vice campeão carioca e brasileiro de 1985.

Na segunda metade da década de 1980 a juíza Denise Frossard inicia uma cassada aos bicheiros Anísio Abraão David, Capitão Guimarães, Castor de Andrade e outros. Em meio a investigações, Castor de Andrade, tem estourado, pela polícia, seu cassino de jogos de vídeo pôquer, construído, clandestinamente, em bairro da zona oeste, as margens da Avenida Brasil.

Em 1988, ano comemorativo ao Centenário da Libertação dos Escravos, a Rede Globo de televisão estréia a novela Mandala, onde o personagem Toni Carrado, banqueiro de bicho, interpretado pelo ator Nuno Leal Maia, é um contraventor apaixonado por Jocasta, personagem vivida pela atriz Vera Fisher. O bicheiro da novela é um indivíduo ingênuo, de gosto duvidoso, perseguido pela justiça brasileira. Nos últimos capítulos decide abandonar o país, levando consigo sua “Deusa” Jocasta. Em enquete promovida por jornais da época o público era incentivado a votar se o contraventor merecia conquistar Jocasta e viver um final feliz.

Na semana do último capítulo da novela Mandala o, então, aluno de jornalismo da Faculdade da Cidade, o repórter fotográfico Paulo Toscano, de posse do telefone residencial do banqueiro de bicho Castor de Andrade, faz uma ligação para o contraventor. O objetivo era marcar uma entrevista. O diálogo ao telefone se deu da seguinte forma:

_ Alô, quem fala? Atendeu alguém na residência do bicheiro.

_Bom dia, gostaria de falar com o doutor Castor de Andrade... Falou o jornalista.

_Quem gostaria? Perguntou o desconhecido.

_ Paulo Toscano. Respondeu.

_Um minuto, por favor. Disse o interlocutor.

_Pois não, é o doutor Castor. O que deseja? Questiona o contraventor.

_Bom dia doutor. Quem fala é o jornalista Paulo Toscano, gostaria de entrevistá-lo. Haveria possibilidade? Perguntou cético.

_Infelizmente, não posso atendê-lo, pois a imprensa, hoje, vive uma fase sensacionalista. Querem, apenas, abordar as questões que envolvem o vídeo pôquer. Sentenciou com muita objetividade, o contraventor.

_Se o senhor não quiser falar sobre isso, não tem problema. Podemos falar somente de carnaval e, também, sobre o Bangú... Interrompeu, o jornalista, tentando convencer.

_Sendo assim, senhor Paulo Toscano, podemos marcar para quarta-feira às 10 horas. Anote o endereço: Rua da Assembléia, 10, No Centro.


Veja como foi a entrevista completa a um dos maiores banqueiros de bicho, publicado em maio de 1988, pelos jornais A Folha de São Paulo e A Tribuna de Niterói,  no mais novo Link "Histórias do Autor", por Paulo Toscano.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Criatividade, sim. Imitação, não!

Muitos desconhecem a Lei do Direito Autoral, que vale para qualquer obra intelectual. Ao publicar uma obra em seu Blog, tente pedir autorização ao autor. Não sendo possível dê o crédito, incluíndo, ao final da obra, o nome do autor, em caso de texto ou sobre a mesma, em caso de fotografia ou pintura.

Os Blogueiros também condenam a imitação das páginas em se tratando de arte, conteúdo e idéias. O plágio será descoberto e você entrará em descrédito. Veja, abaixo, a reportagem de Izabela Vasconcelos, de São Paulo, publicada no http://www.comunique-se.com.br/.

Colaborador de jornal plagia textos de oito blogueiros

Conhecido na web como Roberto Chalita, o internauta, que se identifica como contador, é acusado de plagiar textos de oito blogueiros, usar em sua página na internet e no blog hospedado pelo Jornal de Vinhedo, veículo em que foi afastado como colaborador. A acusação é feita por Eduardo Goldenberg, Arthur Tirone, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, Luiz Antonio Simas, Leonor Macedo, Paulo Thiago e Felipe Quintans.


Além de copiar os textos para seus dois blogs, Boteclando e Boteco Pensante, todos já retirados do ar, Chalita usava fotos e histórias pessoais dos blogueiros como se fossem suas. Na maioria das vezes os textos eram publicados na íntegra, com alterações dos nomes dos personagens apenas. Em muitos casos, a publicação aconteceu um ou dois dias após a publicação do texto original. Os plágios aconteceram por quase um ano, desde março de 2009.


Além de usar uma foto do avô de um dos blogueiros como se fosse o seu, Chalita publicou a foto do cachorro de estimação do advogado Eduardo Goldenberg como se fosse uma foto tirada por ele, em uma de suas “coberturas” para o blog.


Goldenberg, autor do blog "Buteco do Edu", diz que o número de textos plagiados foi grande, além de um poema e de uma receita culinária de sua autoria. Até mesmo a frase de apresentação do blog era copiada de Felipe Quintans, amigo de Goldenberg.


“Durante mais de onze meses, quase um ano!, Roberto Chalita publicou, como se fossem seus, textos nossos na íntegra, valeu-se de fotografias (minhas, na grande maioria das vezes) que retratam nosso dia-a-dia, usurpou expressões que são marcas nossas, viveu nossa vida, frequentou nossos bares, foi amigo de nossos amigos...”, conta Goldenberg em seu blog.


O blogueiro chegou a mesclar textos, como o de Fausto Wolff e de Fernando Szegeri, publicados respectivamente na contra-capa e na orelhado livro de Goldenberg, “Meu lar é o botequim”, editado pela Casa Jorge Editorial.


Para encerrar a série de plágios, o blogueiro publicou o texto “Desfile de uma Escola de Samba”, no dia 06/02, horas depois de “Breve Introdução sobre o desfile de uma escola de samba – regras e objetivo, de Bruno Ribeiro.


A mais recente descoberta de plágio foi a do texto “As figas de papai e o tricampeão da copa do Brasil”, da jornalista Leonor Macedo, publicado no blog Eneaotil, hospedado pelo UOL na revista TPM. O mesmo texto foi copiado por Chalita, que mudou apenas o título para “As figas de meu avô”.


“Eu consultei alguns amigos, inclusive jornalistas, e ninguém nunca viu nada parecido”, diz Goldenberg, que, em uma ação conjunta com os outros blogueiros, pretende contratar um advogado na área cível e criminal para processar Chalita. Mesmo sendo advogado, Goldeberg explicou que não pretende atuar na própria causa por uma questão ética.

Cópia de comentários

Além do plágio de textos e fotos, o blogueiro também copiou dois comentários, alterou os nomes dos autores, e publicou abaixo do texto “Não quero lágrimas para o Haiti”, plagiado de Bruno Ribeiro.



Jornal afirma desconhecer plágios

O editor do Jornal de Vinhedo, Rafael Von Zuben, disse que não tinha conhecimento de que os textos de Roberto Chalita eram plagiados, e afirmou que o conteúdo da coluna publicada na versão impressa não deviam ter sido copiados, mas escritos por ele mesmo.



“Não sabia disso, mas assim que soubemos já tirei o blog do ar. Acredito que os textos dele na versão impressa não eram plagiados, porque tratavam somente dos bares da região de Vinhedo, mesmo assim ele sairá da coluna”, explicou.



Rafael diz que se sentiu muito prejudicado com a situação. “Eu fiquei muito chateado com isso, nunca copiamos nada. Ele nos prejudicou também”, afirmou.



O outro lado

Procurado pela reportagem, Chalita não quis comentar o assunto e afirmou que não tem interesse em levar o caso adiante, além do que já foi publicado sobre ele.


De acordo com Goldenberg, Chalita lhe enviou vários e-mails com explicações e pediu que conversassem sobre o assunto, mas o advogado se recusou. Goldenberg disse que o blogueiro tem culpado uma depressão ou transtorno bipolar, pela perda do emprego de contador, como motivo para os plágios. Segundo conta Goldenberg, Chalita disse viver a vida dos plagiados o "mantém vivo".


Por Izabela Vasconcelos, de São Paulo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Gangue ataca em Lumiar

Uma gangue, já identificada pela polícia civil do interior, atacou, na madrugada do último dia 29 de dezembro, uma família que se deslocava de automóvel pela estrada que liga Mury à Lumiar, localizado no quinto distrito de Nova Friburgo.


Na ação os marginais fecharam o veículo da vítima e se apresentaram como policiais à procura de drogas e armas. Depois de roubarem os seus pertences abandonaram as vítimas em local ermo.

Os bandidos já atacaram em São Sebastião do Alto, Sumidouro, Duas Barras, Carmo, Cantagalo e Além Paraíba.

Autoridades pedem a quem tiver alguma informação ligar, imediatamente, para a delegacia policial.

sábado, 12 de dezembro de 2009




Três homens, armados de revólveres, roubaram, na madrugada deste sábado, no bairro Fazenda do Campo, na RJ 148, entre Sumidouro e Nova Friburgo, um automóvel Pajero, dirigido por Batista de Queiroz Faria.


Em depoimento na 152ª DP, Nova Friburgo, Batista disse que voltava de Juiz de Fora, em Minas Gerais, com a mulher e a filha de 10 anos, quando, por volta das 4:30 horas da manhã, na altura do bairro de Mariana, foi fechado por um Corsa, de onde saíram três homens armados. Os marginais levaram seu veículo, além da carteira de dinheiro e o celular.

Ainda na delegacia, Batista recebeu a informação de que seu automóvel havia sido encontrado por uma guarnição de Supervisão do 11º BPM. Segundo o sargento Costa e o cabo de Lima o veículo Pajero foi encontrado carbonizado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Japonês cai em cratera aberta na estrada em Cachoeiras de macacú




As placas tectônicas estão se movimentando de maneira desgovernada, causando terremotos continentais, que abrem enormes crateras que sugam automóveis e pessoas desesperadas que suplicam pela vida.


Cientistas tentam alertar o mundo, autoridades do governo aparecem nas telas de televisão dizendo que o problema será sanado e que não há o que temer. Enquanto isso a China vende passagens para a Arca de Noé ao preço de milhões de euros às famílias mais ricas do planeta para perpetuar os homens no novo planeta inundado por tsunamis.

Enquanto isso bilhões de pobres da terra morrem vítimas das tragédias derivadas desse processo natural. Se o Japonês Nobuyoshi Ikuta, 63 anos, fosse um personagem do filme 2012, em cartaz no shopping Nova Friburgo, que trata do fim do planeta, seria, sem dúvida, o protagonista, aquele que normalmente supera todos os obstáculos e sai ileso dos piores eventos trágicos.

Foi exatamente isso que aconteceu com o mestre nipônico, que teve o seu automóvel Celta engolido por uma cratera que se abriu, de repente, diante de seus olhos a 100 metros do pedágio de Cachoeiras de Macacú. O fato da vida real aconteceu na manhã desta terça-feira.

Em outro acidente na serra de Cachoeiras de Macacu, na RJ 116, Km 61,1, na sexta-feira, 13, um caminhão Mercedes Benz, placa KLJ, transportando bobinas de metal e dois tratores, despencou numa ribanceira por 120 metros. O motorista do veículo, Luiz Fagundes Leal, 42, nada sofreu, mas foi levado por bombeiros ao Hospital Municipal Celso Martins, onde ficou em observação por algumas horas, até ser liberado. Ao explicar o ocorrido Luiz disse que perdeu o controle do veículo no momento em que fez a curva.







quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pesquisa aponta Rádio e Internet como mídias de maior credibilidade

Um estudo realizado pelo Instituto Vox Populi, encomendado pela Máquina da Notícia, aponta que o rádio e a internet são as mídias que despertam mais credibilidade entre os brasileiros. Em uma escala de 1 a 10, o rádio conquistou a maior nota (8,21), quase empatando com a internet (8,20), seguidos pela TV (8,12), jornal (7,99), revista (7,79) e redes sociais (7,74).


A pesquisa mostrou que as mídias apontadas pela credibilidade não são necessariamente as mais acessadas, já que a TV é vista pela maioria dos respondentes (99,3%), seguida por rádio (83,5%), jornal impresso (69,4%), internet - sites de notícias e blogs de jornalistas - (52,8%), revista impressa (51,1%), redes sociais - Twitter, Orkut, Facebook, etc - (42,7%), a versão online dos jornais impressos (37,4%) e a versão online das revistas impressas (22,8%).

O economista e coordenador da pesquisa, Luis Contreras, consultor do Grupo Máquina, destaca o avanço das redes sociais, que se aproximam do índice de credibilidade das demais fontes de informação. “Entre os usuários dessa nova mídia, 40% consideram-na como de credibilidade muito alta. Isso nos mostra claramente que não podemos ignorar o poder das redes sociais na formação de opinião”, enfatiza.

Entre os principais meios de informação, a TV continua na liderança (55,9%), seguida pela internet - sites de notícias/blogs jornalísticos - (20,4%), jornal impresso (10,5), rádio (7,8%), internet - redes sociais - 2,7%, jornal online (1,8%), revista impressa (0,8%) e revista online (0,1%).

O estudo entrevistou 2.500 pessoas maiores de 16 anos, entre 25/08 e 09/09, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo

Da redação do www.comunique-se.com.br